Educação: 8 fatos sobre filhos únicos para acabar com estereótipos

Crianças que são filhos únicos sempre tiveram uma reputação terrível: mimadas, egoístas e narcisistas, sempre querendo aparecer e não tolerando críticas. Se uma criança é mimada, a primeira coisa se ouve é: "com certeza é filho único".

petite fille avec des anneaux sur le visage

Mas numerosos estudos realizados em diferentes países mostram que o preconceito não é realmente fundamentado. O estilo de educação, as condições de vida, o relacionamento com os pais e a personalidade da criança são muito mais determinantes para qualificá-la como "mimada" ou não. O número de irmãos (ou se ela tem algum) não importa.

petite fille qui crie sur sa mère

No entanto, observando a distribuição estatística, certas tendências podem ser identificadas. E algumas são bastante surpreendentes! Veja 8 fatos sobre filhos únicos além dos estereótipos:

1) Eles têm um vínculo parental mais forte

Como recebem toda a atenção de seus pais, os filhos únicos gostam de retribuir. Acima de tudo, eles querem agradá-los, por exemplo, tendo bom desempenho na escola ou rapidamente restabelecendo uma atmosfera harmoniosa após discussões.

Além disso, muitos deles crescem com pais separados. À medida que crescem, sentem-se mais responsáveis ​​pelo bem-estar da mãe ou do pai.

petit garçon qui embrasse sa maman

2) Têm laços de amizade mais fortes

Filhos únicos precisam estar dispostos a fazerem amizade e demonstrarem empatia e lealdade. Diferentemente de irmãos e irmãs, que sempre terão companhia, para o filho único, ser desagradável com os outros significa o fim de uma amizade. Vários estudos mostraram que os filhos únicos são mais motivados a manterem laços fortes de amizade. Somente quando são bem pequenos é que eles têm dificuldade de dividir.

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3) Gostam de montar quebra-cabeças e tocar música

Quem cresce sem irmãos e irmãs precisa aprender a se entreter sozinho. Não é de surpreender que mesmo as crianças pequenas tenham mais facilidade para atividades solitárias, como aprender música, montar quebra-cabeça e se envolver em atividades intelectuais. Já quem tem irmãos, se sentem mais à vontade em atividades em grupo.

garçon qui fait de la soudure

4) Orientados a terem bom desempenho

Filhos únicos precisam se virar sozinhos. Por isso, eles são chamados tanto à responsabilidade quanto à autossuficiência. Pesquisadores descobriram que filhos únicos são mais orientados a terem bom desempenho em todos os âmbitos da vida.

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5) Mais responsabilidades

Sua independência e senso de realização, bem como sua disposição de se comprometer e sua capacidade de manter contatos sociais, fazem com que os filhos únicos sejam mais frequentemente escolhidos para tarefas de grande responsabilidade. Além disso, eles também tendem a ocupar mais posições de destaque no trabalho.

petite fille avec une pancarte

6) São precoces

As crianças que crescem sem irmãos precisam se comunicar mais com os adultos. Assim, imitam seu comportamento: falam de maneira "adulta" e, portanto, parecem um pouco precoces. No entanto, conseguem conversar com outras crianças de igual para igual.

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7) São um pouco mais inteligentes

A inteligência de uma pessoa depende de inúmeros fatores. A ligação com os pais na primeira infância e o apoio durante o processo educacional estão entre eles. Estudos mostram que os filhos únicos recebem mais carinho quando são bebês, além de respaldo e incentivo com base em seus talentos. Nos testes de inteligência, obtêm resultados ligeiramente melhores do que crianças que têm irmãos.

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8) Eles são perfeitamente normais

Com todas as peculiaridades listadas neste artigo, nota-se que os filhos únicos não são fundamentalmente diferentes das crianças com irmãos. As conclusões dos pesquisadores são apenas tendências estatísticas. No entanto, ainda não é possível determinar se uma pessoa cresceu como filho único ou com irmãos apenas com base em determinadas características. 

4 frères et sœurs

Nenhuma criança deve ser estigmatizada por causa do número de irmãos que tem ou deixa de ter. Os clichês já foram refutados pela ciência em muitos casos. Os pais de filhos únicos não devem se preocupar: a vida é complexa demais para reduzir o desenvolvimento de uma criança a uma única característica.

Mas de onde vêm os preconceitos? Se olharmos para a história, as críticas a essas crianças estão ligadas a ideologias sociais ou políticas: seja para alistamento no exército ou bolsas assistenciais, as famílias devem ter o maior número possível de filhos. Ter apenas um filho significava ter o benefício negado. A opinião pública não se preocupa com os motivos pelos quais os filhos não têm irmãos. É ainda mais importante que hoje aprendamos a não apontar o dedo para os outros muito rapidamente.

Imagem de destaque do artigo: ©Kathleen Ann/Flickr / ©Josh/Flickr

Fonte:

magazin.sofatutor,

bento,

stern

Imagem de destaque do artigo: ©Kathleen Ann/Flickr / ©Josh/Flickr

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